Depois de alguns dias de silêncio Irmãos Panarotto confirmam a compra do Grupo Laranjas.

irmãos panarotto 2“Estávamos desfilando numa escola de samba no interior do estado e não sabíamos que a notícia iria vazar como uma bomba na sexta feira passada.” Diz Roberto.

A ideia inicial era comprar um outro grupo (também de humor) que estava à venda por um preço também acessível. Mas, como todos sabem o oeste vem passando por sérios problemas com temporais, tempestades, dengue, furacões, zica vírus e buracos em geral. Isso vem prejudicando a lavoura e com isso os rendimentos acabaram escassos.

“Compramos o que deu pra comprar” diz Demétrio.

“Foi um escambo. Trocamos por dois engradados de galinhas e meia dúzia de perna de salame.” Afirma Roberto revelando os valores reais da transação.

Sim, eles também confirmam que o site vai mudar de nome e a partir do próximo mês passará a se chamar:

Grupo Bergamotas – Notícias com Cheiro!

Ainda sob os auspícios publicitários sobre a assinatura enfatizaram o estilo de abordagem:

Bergamotas Corporation and Kingdom Holding Company: conglomerado intergaláctico de jornalismo, entretenimento e agricultura familiar.

Sempre como forma de deixar o informativo cômico com maior abrangência.

veja a noticia aqui:

Irmãos Panarotto no SESC – Rio pelo projeto Periférico! Algumas observações e constatações dessa experiência bacana que vivemos esse ano (passado – foi em 2014).

Por: Roberto Panarotto

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É bom sair, sair do quadrado, perceber como acontece a vida em outras partes do tabuleiro. Conhecer, conviver com outras pessoas, outras culturas ou realidades. Achei legal o Rio. Já tinha estado em outra oportunidade na cidade. Dessa vez tive o prazer de viver ali alguns dias. E tudo foi muito intenso. E como a gente se sente pequeno e impotente diante de um horizonte de pequenas casinhas infinitas.

Organizando: Fomos ao Rio de Janeiro a convite do SESC – Jacarepaguá para participar do Projeto Periférico.

Eram três os compromissos:

– Um Show dos irmãos Panarotto,

– Uma oficina

– E/ através de uma residência, montar um repertório com outros três grupos/artistas: Alex Sant’anna (Sergipe), Legatto 7(Colômbia),  e Da no Coro (Rio de janeiro) com o intuito de fazer uma apresentação coletiva.

Escola SESC.

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O SESC Jacarepaguá é onde se encontra a Escola SESC, um projeto sensacional que tivemos o prazer de conhecer e conviver durante a estadia no Rio (importante aqui citar o Sidnei Cruz que me parece uma pessoa chave para entender como as coisas acontecem na Escola SESC). Ficávamos no Flamengo, mas todos os dias íamos até o SESC onde mantivemos esse contato e, consequentemente, assistimos as apresentações de outros grupos de artistas envolvidos no projeto – paralela a residência de música acontecia uma de teatro. Tudo muito intenso e impressionante. Uma estrutura, cidade eu diria, pensada para acolher cerca de 500 jovens do Brasil inteiro que vão até o Rio para fazer o segundo grau. Os alunos e professores moram no local e acabam formando uma pequena comunidade. Os alunos tem responsabilidades com as aulas, mas também de manter o seu espaço, e nesse sentido todos os aspectos são trabalhados de maneira plena, valorizando o social e o cultural (político, religioso…) e agregando uma bagagem impressionante as suas vidas. Só estando lá para entender a lógica de como tudo acontece.

As atividades culturais acontecem em paralelo, mas acabam integrando os alunos em diversos momentos. É tudo gratuito e aberto ao público externo que pode conhecer o projeto ou então participar das atividades culturais. Por ser distante da região central do Rio, a participação externa acaba sendo, na maioria das vezes, das comunidades vizinhas ao Sesc. Mesmo assim o SESC disponibiliza transporte gratuito – que sai normalmente do Flamengo – para quem deseja ir assistir as apresentações.

A residência.

Foi nesse espaço/clima que conhecemos Legatto 7, da Colômbia, Alex Santana, de Sergipe, e Dá no Coro, do Rio de Janeiro. Fomos convidados a participar com o projeto Irmãos Panarotto (Chapecó). Dos três grupos convivemos mais com os dois primeiros, porque tínhamos uma rotina parecida. Estávamos todos no mesmo hotel e fazíamos sempre os mesmos percursos e, mais do que o contato na residência, tínhamos um convívio diário, no café da manhã, almoço ou tempos livres entre uma atividade e outra.

Na residência conhecemos o mestre Spirito Santo, professor da escola, escalado para organizar essa “bagunça toda” chamada Periférico. Uma pessoa sensacional que soube entender o seu espaço e o espaço de cada grupo, fazendo com que a química entre os grupos acontecesse de forma muito bacana e espontânea. Ele mesmo falou no último dia que tinha uma organização básica e que no primeiro dia manteve o protocolo, mas que depois que viu que a coisa se intensificou, deixou fluir. Felling e experiência de quem convive com isso há muito tempo.

Spirito Santo - com Akira e Postal.

Spirito Santo – com Akira e Postal.

Chegamos no primeiro dia e já tínhamos que nos apresentar, falar de nós mesmos, responder perguntas e apresentar um pouco do que fazemos musicalmente/artisticamente. É engraçado esse tipo de situação, porque tira você do teu lugar de conforto. Você não está ali só para fazer o teu trabalho (ou se esconder atrás dele) e sim interagir (se revelar) e se relacionar com o trabalho de outros artistas. A lógica da organização seguiu essa linha de raciocínio. Tinham dois corais (Legatto 7 e Dá no Coro), e dois artistas alternativos (Alex Sant’anna e Irmãos Panarotto). A mistura disso, uma incógnita e que a resposta rolou gradativamente. E isso só aconteceu, porque indiferentemente da intensidade do que se faz, se teve essa consciência plural onde o exercício da simplicidade vinha em primeiro plano. Era preciso, mais do que mostrar o seu trabalho, entender o cotidiano e as diferenças de cada grupo e assim se relacionar e se inserir nas mais diferentes propostas. Sem egos ou arrogância (muitas vezes comum no meio artístico), todos se proporcionaram essa imersão de maneira plena, e o respeito com o seu trabalho e com o próximo foi fundamental.

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Nessa lógica, quando misturou tudo, o resultado foi explosivo. Os dois artistas alternativos, apresentam em essência essa pró-atividade em composição focada num âmbito local/regional e mais underground. Um vem do sul (Chapecó – SC) e o outro do Sergipe, trazendo as diferenças territoriais como elementos de força ao crescimento coletivo.

Alex Sant'anna

Alex Sant’anna

O Alex Sant’anna é um exemplar raro nesse cenário. Figura simples e carismática. Conseguiu entender bem como funcionam as coisas no Brasil e como se comportar nesse cenário. Ele já tem uma bagagem maior e passou por diversas experiências com banda como é o caso do “Naurêa” entre outros projetos que encabeça. E hoje é uma espécie de mentor, que com esse trabalho solo agiliza uma gurizada nova em torno do que faz. Atua também numa rádio comunitária, em Aracaju, e ajuda a divulgar as bandas e artistas da cena sergipana em coletâneas. É um emissário (diplomata) da cultura sergipana pro mundo.

Legatto 7 - Colômbia

Legatto 7 – Colômbia

Dos dois corais, um é colombiano, totalmente acappella e trazendo uma proposta musical diferenciada e sensacional. Explorando a cultura colombiana, mas transitando num universo maior, interagindo com o global, sem perder as características. Fiquei impressionado com a musicalidade dos integrantes, muitos formados em música, excelentes instrumentistas, mas que nesse projeto, abrem mão da “vaidade do instrumento”, para com a boca simular os respectivos sons e gesticular, trazendo à música uma percepção muito maior, mais ampla, orgânica e pura. Me impressionou muito o trabalho artístico que eles tem, mas também no convívio diário, que são pessoas simples, dispostas a mostrar o seu trabalho, entender e interagir com tudo e com todos, se proporcionando experiência plenas nessas trocas culturais.

O outro grupo coral é o Da no Coro, é carioca e acabamos tendo menos contato, porque a rotina deles era outra. Mas a intensidade do seu trabalho é visível não apenas na apresentação que pudemos assistir, mas também no dia a dia, na pesquisa que o Sansão (espécie de líder/professor) tem em relação aos ritmos musicais brasileiros (e suas origens respectivamente) e como isso se reproduz e se modifica no coletivo. É um grupo grande com pessoas de diferentes idades e situações. Incorporando não somente o lado do coral, mas também incorporando outros instrumentos na apresentação. Principalmente voltados aos aspectos rítmicos que o ao meu entender é o foco da pesquisa do grupo e trazendo também o elemento da dança nas apresentações, criando uma empatia com o público de maneira plena.

O show final (resultado da residência)

O resultado final da residência foi sensacional. Uma mistura rica e intensa, num show com cerca de meia hora de duração, contendo quatro músicas e um improviso final, reunindo essa galera toda. Sempre coordenados/regidos pelo Spirito Santo, que entre uma música e outra comentava um pouco sobre os processos criativos de como se deu essa residência.

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A apresentação começou com uma música de trabalho angolana, sugerida pelo Spirito Santo, tocada pela divisão da mistura dos quatro grupos resultando em dois grupos. Cada um trouxe a sua característica e percepção organizando a mesma composição nesse coletivo. Depois se partiu para uma música determinada pelo “Da no Coro” e outra pelo “Legatto 7” que trouxeram as características regionais do seu trabalho.

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Nos inserimos nesse contexto. E a interatividade foi tão grande, que no final acabou rolando essa jam session. Se tivéssemos mais uma semana de atividades gravaríamos um disco. O público respondeu de forma efusiva e ao ser convidado a subir ao palco, se fez presente abrilhantando o final de maneira impar.

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O show dos irmãos Panarotto/ A oficina

Quarta-feira foi o dia do nosso show e da oficina. Um dia intenso que começou com a mesma rotina. Se reunir no saguão do hotel, pegar a van, cerca de uma hora até chegar na escola SESC… Acabamos não nos envolvendo com a residência e ficamos mais atentos a organização da oficina que aconteceria no início da tarde e do show que aconteceria no início da noite.

A oficina era limitada a um número de inscritos e acabou contando basicamente com pessoas que integravam os grupos de teatro, performances ou musicais que participava do Periférico, mais alguns alunos. Veio então a carta na manga. É diferente quando você fala pra alunos de uma escola e quando você fala com artistas residentes em um projeto. Colocamos em prática o “plano b” que era convidá-los para ensaiar uma música e apresentar no show que aconteceria mais tarde. Sempre nesse espírito de ter uma base de construção musical, mas explorando a liberdade, espontaneidade e criatividade de cada um dos envolvidos. Isso pode ser caótico ou não, o fato de dar certa liberdade é muitas vezes até arriscado. Mas sempre gostamos de lidar com o ocasional, o erro errado que fica engraçado ou então o erro que pode ser assertivo. E nesse sentido tivemos mais sorte que juízo e fomos agraciados com parte da banda de Alex Sant’anna que através da veia nordestina exploram ritmicamente sons e possibilidades. Na organização a gente sempre delimita os espaços de como a coisa acontece, mas sempre deixando cada um livre para interferir como achar mais legal. Assim você deixa a pessoa mais segura do que está fazendo e até mesmo porque a pessoa sabe que vai fazer o que ela sabe fazer melhor. A exemplo do Groo, “que faz o que ele faz melhor”. A participação foi montada pensando nisso. A idéia era encerrar a show, chamá-los pra essa performance, que acabou virando duas. Terminamos com a música “Movimento Punk” ensaiada que está no disco Chamando Chuva e emendamos um baile funk. Antes disso, chamamos todos das arquibancadas para formar um meio círculo que somava-se ao nosso meio círculo para juntos formarmos algo maior e mais alegre. Funcionou.

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O show que começou mais introspectivo com a música “Jane e Erondi” (single a ser lançado em breve), terminou num clima alegre e de total descontração.

Resolvi falar mais da performance final, até porque falar do nosso show sempre é mais complicado. O que me arrisco a dizer é que o show foi legal. Sempre nos sentimos bem em relação a isso. Estas últimas apresentações dos Irmãos Panarotto contam com a presença do Akira Fukai (banda John Filme) na guitarra/backing e do Daniel Postal na percussão/backing e afins. E isso já começa a demonstrar uma dinâmica diferente de quando estamos somente eu e o Demétrio. Até porque na medida que vamos fazendo mais shows a dupla vai se soltando enquanto a base mantém a brincadeira e vice versa.

camarin.

camarin.

Tivemos, além das pessoas convidadas (da oficina citada) a presença de Dwaygth Nayib Garcia Rocha (do Legatto 7) fazendo um Beat Box, uma base musical, na “Dança do Cogumelo”, também do disco “Chamando Chuva”. A percepção que teve em relação a música e a maneira como ele contribuiu deram um corpo diferente gerando uma dinâmica. Achamos tão legal o resultado que acabamos pegando os dois canais de áudio capturados ao vivo com o nosso “estúdio móvel” e mixando. Ela foi lançada no soundcloud e pode ser ouvida aqui:

https://soundcloud.com/irmaospanarotto/danca-do-cogumelo-irmaos-panarotto-ao-vivo-sesc-rio-de-janeiro

Sobre os aspectos mais técnicos da apresentação, fomos surpreendidos com a ideia de tocar num lugar aberto e com uma capacidade maior de público. Olhamos desconfiados e nos sentimos desafiados. Sempre que fazemos apresentações com os Irmãos Panarotto elas acontecem para públicos menores e em espaços pequenos (pequenos teatros ou salas). Nunca tínhamos feito em local aberto e com capacidade para cerca de 400 pessoas aprox. Mas acredito que no final o saldo foi positivo.

Tão legal quanto ir é retornar. Encontrar as nossas coisas. O nosso próprio pôr do sol no nosso próprio Goio-Ên.

Outra coisa parte 01 – Exibição do filme Plástico.

Plástico - mostra - UNIRIO

Plástico – mostra – UNIRIO

Aproveitando a estadia no Rio, acabei convidado pelos professores Manoel Ricardo De Lima e Julia Studart, para exibir o filme Plástico, dirigido por este que vos escreve, na Unirio. Achei que seria uma ótima experiência, já que o filme acabará de ser lançado, poder ver a reação das pessoas em espaços diferentes de discussões. E lá fui eu na terça-feira fazer essa exibição, e logo após o filme uma conversa conduzida pelos professores Manoel Ricardo de Lima e Leonardo Munk. O filme foi exibido para cerca de 60 pessoas, alunos dos cursos de Letras, Artes e Música. E o saldo, ao meu ver, foi muito positivo. A resposta dos alunos foi muito boa e o debate se estendeu por quase uma hora. De forma espontânea e tentando ao máximo possível falar sobre o filme, as vezes de maneira mais técnica sobre a produção e realização e sim, em outros momentos sobre os caminhos narrativos e conceituais. Pra mim foi uma oportunidade muito bacana de poder falar sobre o filme. Uma realização independente, feito graças a dedicação de muitas pessoas envolvidas na produção audiovisual autoral do oeste de santa Catarina. E poder falar sobre isso e sobre essas pessoas em outros lugares acaba sendo muito interessante. Pudemos conversar sobre a linha narrativa escolhida enquanto forma, e aspectos técnicos, mas também no sentido de entender a dimensão das possibilidades que se apresentam um filme sem diálogos e que exploram esse lado mais sensorial da imagem e som.

Outras coisas parte 02 – Circo Voador – Banda do Mar e o único fã (ou fã único)!

Sempre quis conhecer o Circo Voador e aproveitei pra ir ver o show da Banda do Mar, nova incursão musical da dupla Marcelo Camelo e Malu Magalhães, dessa vez acompanhados do baterista de nacionalidades portuguesa Fred Ferreira. Ganhei de brinde a Fundição Progresso, a Lapa (com arco e tudo), Escadaria Selarón, e agradáveis companhias no show (Julia, Manoel e Jorge), e uma janta num lugar clássico do Rio.

O que eu não imaginava e que seria reconhecido no Circo Voador. Reconhecido? Sim um jovem parou próximo a minha pessoa, que elegantemente se escorava num dos pilares do Circo Voador, e perguntou:

– você não é dos Irmãos Panarotto?

Achei que devia ser uma pegadinha. Olhei pros lados e tentei identificar algum foco de movimentação estranha, diferente da movimentação estranha do público. Mas não era pegadinha, ele realmente conhecia os discos dos Irmãos Panarotto, Banda Repolho e algumas outras coisas da cidade de Chapecó (ou sul de uma forma geral). Isso tudo eu descobri porque Pedro Montenegro, sempre atencioso e interessado (nessa cultura alternativa como um todo) acabou indo no show do SESC e pudemos conversar bastante depois.

[Parênteses]

Sobre o show da Banda Mar, parecia que estava num local de devoção, algo próximo a um culto. Isso porque a forma com que os fãs lidam com o Marcelo Camelo e com a Malu Magalhães é uma espécie de fanatismo musical. Tudo muito exagerado, fica até difícil perceber se é real aquela explosão de sentimento. Em alguns momentos é tão exagerado que soa falso. Uma espécie de competição pra ver quem canta mais alto, quem ergue os braços mais alto ou quem faz a pior careta de sofrimento.

Em relação ao trabalho do Marcelo Camelo eu até entendo, por acompanhar essa mesma devoção em relação aos Los Hermanos e também porque o que ele faz tem uma profundidade artística e poética. Ele vem demonstrando isso desde os tempos dos Los Hermanos e se consolidou nesse cenário brasileiro como um grande compositor. Talvez a Malu não diga coisas pra mim, mas acho que essa nova geração se empolga muito rápido em relação aos seus artistas. Talvez antes fosse assim também, mas hoje em função das mídias sociais, isso acaba sendo mais intenso e possibilitando esse tipo de percepção.

A real é que o conjunto, acompanhados pelo Gabriel Bubu (Do Amor) e de baixista Marcos Gerez (da banda Hurtmold) a banda fez um show muito bacana e competente.  Era o terceiro show da turnê que eles vem fazendo pelo Brasil. No palco as coisas me parecem mais espontâneas e como eles mesmo divulgam que a idéia era fazer um disco e a conseqüência seria o show (que acabou virando vários).

Pensando tudo isso e esse cenário que se constrói em torno dele, fica difícil manter um contato mais próximo com os seus fãs. Mesmo o trabalho dos dois e agora também como Banda do Mar transpiram simplicidade e me parece contrario a idéia da veneração do ídolo etc.

Aqui tem um texto bacana falando sobre esse show e com maior propriedade: http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2014/10/12/banda-do-mar-faz-festa-em-familia-e-publico-canta-junto-em-1-show-no-rio.htm

[fecha parênteses]

Apenas inseri esses comentários para fazer uma relação inversa. Geralmente a surpresa vem do fã que conhece o ídolo, pede autógrafo, tira foto… mas nesse caso fico feliz em saber que a gente (banda Repolho – Irmãos Panarotto) tem um fã carioca. E isso me soou tão gratificante. Principalmente pelo contato e por perceber que o Pedro é uma pessoa legal, simpática e com intensas referencias culturais. Me senti privilegiado com o único fã carioca que temos. Se tivesse um fã desses em cada cidade do Brasil seriamos os artistas mais ricos do mundo.

Eu voltei feliz comigo mesmo para Chapecó, com novos os amigos e o fã que acabou virando amigo também. A grande surpresa é que pós-show, fui agraciado com um presente de três livros recém lançados do Fausto Fawcett, escritor/músico carioca que eu sou fã e que fiz uma menção honrosa no show destacando-o como o grande poeta carioca. Valeu Pedro Montenegro!

Outras coisas parte 03

Conheça os trabalhos dos artistas envolvidos:

https://soundcloud.com/spirito-santo

https://soundcloud.com/alexsantanna

https://soundcloud.com/legatto7

https://www.facebook.com/pages/Grupo-Vissungo/179271788830103

Irmãos Panarotto – Dança do Cogumelo – Ao vivo.

passagem de som.

passagem de som.

Irmãos Panarotto – Dança do Cogumelo gravado ao vivo no show do SESC Jacarepaguá, com Akira Fukai, Daniel Postal e a participação especial de Dwaygth Nayib Garcia Rocha (Legatto7)

https://soundcloud.com/irmaospanarotto/danca-do-cogumelo-irmaos-panarotto-ao-vivo-sesc-rio-de-janeiro

passagem de som: participação especial de Dwaygth Nayib Garcia Rocha (Legatto7)

passagem de som: participação especial de Dwaygth Nayib Garcia Rocha (Legatto7)

5ª edição da mostra Strangloscope com lançamento do videoclipe em Super 8 – Irmãos Panarotto.

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Pois bem, estamos falando desse videoclipe desde o ano passado (Ou melhor, retrasado para ser mais exato). Momento em que foi gravado, final de 2013, em Florianópolis. A demora é simples de ser entendida: o mundo vive em função do digital e tudo que gira em torno acaba sendo “rápido e fácil” (e até mesmo descartável). Mas no caso do clipe da música “Monge, Perereca, Pirulito”, foi gravado num sistema analógico conhecido como Super 8 e a demora se dá justamente por isso. Por ser no formato filme, precisava ser revelado e posteriormente transferido para o sistema digital. Poucos lugares no mundo fazem a revelação desse formato o que acaba sendo outro problema. A realização do mesmo se deu em função da Cláudia Cárdenas & Rafael Schlichting (sócios da produtora Câmera Olho e Duo Strangloscope) estar explorando essas possibilidades audiovisuais e nos proporcionaram através dessas experimentações o registro do mesmo.

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Para o lançamento a ideia era mais legal ainda. Fazer a projeção do clipe com um projetor de Super 8, e ao vivo os Irmãos Panarotto executariam a música em questão. Um resgate dos primórdios do cinema, onde esse tipo de prática era mais do que comum, era via de regra. Projetava-se o filme e a trilha era feita ao vivo.

Fizemos uma tentativa através da mostra experimental Strangloscope (também organizada pela Cláudia Cárdenas & Rafael Schlichting) que aconteceu na Joaquina ainda em dezembro (dia 21). Pensamos, que legal, vamos encerrar o ano fazendo o lançamento oficial do clipe. A idéia era muito bacana. Fazer o lançamento projetando o clipe (e outras produções audiovisuais, sempre com performances) nas dunas da Joaquina e reunindo umas pessoas a céu aberto para prestigiar. Foi tudo muito legal, mas estávamos escalados para encerrar a noite e quando chegou a hora da nossa exibição, choveu (Chamando Chuva ê, Chamando Chuva). Juro que não foi a gente que chamou chuva nesse caso. E não foi uma chuvinha fraca. A lógica de priorizar locais inusitados é legal, mas esse tipo de risco é recorrente.

O que era pra ser o encerramento de ano acabou abrindo as atividades do ano que segue. Remarcamos a exibição para a primeira data do ano de 2015 do projeto Strangloscope e fizemos o lançamento em Florianópolis.

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A projeção/exibição do clipe aconteceu no Hall de entrada do Museu da Escola Catarinense – UDESC. Fizemos a apresentação da música Monge, Perereca, Pirulito acompanhados do músico Daniel Postal. Logo em seguida Rafael retrocedeu o clipe e acabamos tocando “Melo do Zé Bigorna”, e pra encerrar tocamos a música “Os produtor e os Cagalhão”, do disco 2Violão e 1Balde, levando o público em comitiva até a sala onde a mostra aconteceria em seqüência, com a estréia catarinense do curta-metragem Time Gap, filmado em Detroit, realizado através do prêmio do Edital de Cinema do Fundo Catarinense de Cultura, sob direção do Duo Strangloscope (Cláudia Cárdenas & Rafael Schlichting) e também da exibição de River Film 4, de Helder Martinovsky (da Eslováquia). A noite ainda contou com a curadoria, apresentação e comentários de Eva Krizkova, editora da revista de cinema KINEČKO, da Eslováquia.

Em breve disponibilizaremos o clipe na internete. Por enquanto só as fotos do evento.

Nota oficial: Irmãos Panarotto tocam no Rio de Janeiro

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Foto: Sirli Freitas

O mês de outubro se inicia com a boa notícia de que os Irmãos Panarotto, pela primeira vez levarão para outras localidades a essência da “Colonagem Cibernética”. Como representantes oficiais desse movimento que começou com a banda Repolho e se estendeu aos Irmãos Panarotto, pretendem propagar ainda mais os resultados de força e estética que a polenta proporciona ao povo do sul.

Faremos uma oficina no período da tarde e uma apresentação à noite, no dia 15 de outubro de 2014 (conforme especificações, logo abaixo)

Estava olhando através de um esquema de bruxaria, quase medieval chamado Google Maps e percebei que é um pouco longe esse tal de Rio de Janeiro. Nem subindo do alto da torre da igreja dá pra avistar. E olha que Chapecó fica no alto e já foi palco de aterrissagens de discos voadores, estudos da Nasa e mais recentemente com a presença de uma onça no centro da cidade.

Já estamos com o a bíblia (dos costumes colonos em mão) e já pedimos ao Deus da Colonagem Cibernética que nos acompanhem em mais essa empreitada.

INFORMAÇÕES COMPLETAS:

O show e a oficina acontecem no SESC Jacarepaguá, dia 15 de outubro. Se conhece alguém que resida próximo a essa comunidade, avise, de uma telefonada, jogue a gordura da carne no carvão, prende um grito na janela comunicando a todos.

14h30 – Oficina com Irmãos Panarotto (SC)

Local: 5º andar • Capacidade: 20 lugares • Duração 150 min • Classificação: Livre

A oficina se divide em dois momentos. No primeiro deles, uma pequena exposição do método (e junto das histórias) de composição, gravação e de apresentação que o projeto Irmãos Panarotto desenvolve, para que se possa trocar experiências em níveis de composição da canção, produção do disco, produção do show e os diálogos possíveis de divulgação do trabalho. No segundo momento, pretensiosamente mais prático, selecionar uma canção do grupo que será executada na apresentação no período da noite e que contará com a participação das pessoas envolvidas na oficina.

19h – Show Irmãos Panarotto (SC)

Local: Espaço Cultural Escola Sesc (anfiteatro) • Capacidade: 250 lugares • Classificação: Livre

Uma dupla. Também integrantes/fundadores da Banda Repolho. Demétrio Panarotto é doutor em Literatura, escritor, professor universitário e músico. Roberto Panarotto trabalha com design e propaganda, é professor universitário e diretor de cinema.

Gravaram em 2001, o primeiro disco solo intitulado: Banda Repolho apresenta: Irmãos Panarotto em 2Violão e 1Balde, lançado em 2003. Contabilizaram críticas positivas sobre o disco de nomes como o músico e produtor musical Kassim e do antropólogo Hermano Viana.

Em 2006 lançaram um filme: Tchuco Baúco e Sporcatione.

Em 2012 lançaram o segundo disco: Chamando Chuva.

Sob o nome de Irmãos Panarotto eles encontraram um outro momento musical. Diferente do que a banda repolho proporciona. Se a banda Repolho atua de maneira mais comum no formato, baixo, guitarra, bateria e voz e pode ser vista como uma banda de rock. Irmãos Panarotto, traz uma verve mais experimental. É a percepção musical ampliada. Mistura o eletrônico e o analógico. Nos discos é clara essa lógica experimental de estúdio. Marcelo Birck (Graforreia Xilarmônica) é o produtor e parceiro musical nos dois discos.

O Show

Ao vivo a coisa toda se transforma e entra em cena o vigor das apresentações mais orgânicas (sem os elementos eletrônicos).

Demétrio toca violão, Roberto se ensaia com um balde performático. Sempre bem acompanhados pelos músicos Akira Fukai – guitarra (banda John filme) guitarra e Daniel Postal – teclado, flauta e percussão.

No repertório musicas presentes nos dois primeiros discos e eventuais novas composições.

Demétrio enfatiza: “não gostamos de engessar os processos, trabalhamos uma linha básica de organização, sempre pensando no fortuito e na maneira como podemos incorporar esse ocasional somando a apresentação.

Mais informações aqui:

http://teatroescolasesc.wordpress.com/2014/09/30/p-e-r-i-f-e-r-i-c-o-3/

IRMÃOS PANAROTTO – Artes e artistas em alta resolução?

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Não. Apenas a possibilidade tecnológica de compartilhar música lo-fi em ótima qualidade. Nada como entender o tempo em que vivemos. A indústria foi implacável. Mas voltou atrás. Aos poucos resgata os formatos analógicos. Não sei se tínhamos essa percepção toda de entender o “vai e vem” da indústria ou as novas possibilidades de compartilhar música. Mas quando montamos a banda Repolho a gente sabia que queria lançar um “álbum” do jeito que queríamos e assim o fizemos em 1997 com o Repolho Vol 1. Era o sonho de poder traduzir o que fazíamos através de um longplay. Seguindo a velha tradição de concepção musical e ter filho pelos métodos analógicos. Com várias musicas dentro de um determinado tema/conceito, capa, fotografia… e de preferência parto normal. Se possível na beira do rio Uruguai (na cidade que não tem mar, mas tem o porto Goio-em).

Canso de ver e já cansei de me irritar com pessoas que ouvem “singles” sem se preocupar com o disco todo. Música avulsa (talvez descartável), o hit parade, the best of the fest, o melhor do melhor dos últimos tempos, mas que ganhou troféu abacaxi ou está na mixtape dos blogueiros mais descolados. Infelizmente aquilo que era pura e simplesmente mercadológico, lançar um single em compacto, mandar a musica de trabalho pra rádio, se transformou em via de regra. Esse é o mundo de hoje. Ninguém mais para, pra ouvir musica. As pessoas ouvem musica em movimento. E ninguém mais parece ter paciência para ouvir um disco inteiro ou algo com qualidade. Não sei se sabem distinguir. Vivemos na era da compactação digital. Tudo ficou enorme do ponto de vista espacial e os terabytes não são mais suficientes para armazenar tudo. Compactamos, reduzimos os espaços a qualidade e a percepção.

Já escrevi um texto um tempo atrás, com a premissa: “cada um fica surdo a sua maneira”, entendendo que ficar surdo nos dias atuais, ouvindo o que se ouve, não vale mais a pena. E o que eu percebo é cada vez mais pessoas ficando surdas, seja pelos aparelhinhos minúsculos enfiados em seus orifícios, ou seja pela qualidade musical do que se consome, ou o exagero das tecnologias de som automotivo ou residencial. Por um motivo ou outro, acredito que as  próximas gerações vão ser surdas.

Enquanto isso não acontece… Resolvemos disponibilizar a discografia dos Irmãos Panarotto em high resolution. As “imagens” sempre foram em alta resolução (no nosso caso) agora é a vez do áudio. Isso mesmo. Sempre vendemos uma imagem bonita, descolada que mistura a sutileza da culinária francesa com a potência do porco-pizza. Chegou a hora e a vez das pessoas ouvirem o que a gente faz. Conseguimos disponibilizar o áudio em estado bruto através do bandcamp.com. Um site que possibilita que você disponibilize a sua música em diversos formatos, na melhor compactação sem perder freqüências ou em formatos mais puros. Esta tudo lá, todos os defeitos, ruídos, desafinações, atonalidades entre outros, em estado bruto. Você vai poder ouvir todos os timbres e freqüências com download gratuito. Pode ouvir online se preferir.

IRMÃOS PANAROTTO – 2Violão e 1Balde (2003)

http://ir-panarotto.bandcamp.com/album/2viol-o-e-1balde

IRMÃOS PANAROTTO – Chamando Chuva (2012)

http://ir-panarotto.bandcamp.com/album/irm-os-panarotto-chamando-chuva

Irmãos Panarotto/ Banda Repolho na Globo News.

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Tu vê como são as coisas, pensava que a TV não tinha mais tanta força, mas foi só a banda Repolho/Irmãos Panarotto serem citados num canal de televisão, que todo mundo vê (viu) acha bonito, compartilha e curte. A gente que sempre foi um pouco contra esse glamour midiático, acha engraçado isso tudo. Porque o que fazemos continua acontecendo da mesma forma. Os discos já estão gravados e até ouvi depois de ver o programa pra ver se tinha mudado algo e continua igual. Olhei na conta bancária pra ver se essa fama toda ia aumentar o saldo, mas não aconteceu nada. Somos uma banda independente, e sempre brincamos com isso, independente de alguém gostar ou não a gente gosta e continua se divertindo.

Ainda em tempo estaremos desfilando no carro do corpo de bombeiros pelo centro da cidade no próximo sábado. Fique atento, o pessoal que quiser autógrafos podem levar os seus mp3 para serem autografados.

Se ainda não viu o vídeo do programa, veja aqui:

http://g1.globo.com/globo-news/navegador/videos/t/todos-os-videos/v/banda-de-dois-violoes-e-um-balde-irmaos-panarotto-lancam-clipe-de-chamando-chuva/3155105/

 

Irmãos Panarotto/Banda Repolho na Grobo News!

irmaos panarotto

Ontem, hoje, agora há pouco… os Irmãos Panarotto / Banda Repolho foi destaque de um dos blocos do programa Navegador da Globo News. Quem puxou o assunto foi Hermano Vianna que deu destaque para Banda Repolho, Marcelo Birck, Irmão Panarotto, passando trechos dos clips e mostrando os discos.

Confere no link abaixo o link do programa.

http://g1.globo.com/globo-news/navegador/videos/t/todos-os-videos/v/banda-de-dois-violoes-e-um-balde-irmaos-panarotto-lancam-clipe-de-chamando-chuva/3155105/

http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2014/02/navegador-fala-de-idolos-virtuais-e-nova-onda-da-cultura-pop-no-japao.html

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO – “Chamando Chuva Capa Animada”

irmaos panarotto 2

Lançamos semana passada o vídeo tecnológico intitulado “Chamando Chuva Capa Animada” e algumas pessoas ficaram em dúvida, ou assustadas quanto a tecnologia utilizada, causando uma pequena confusão nas redes. Nada comparado aos rolezinhos e nada tão grave que uma boa explicação não dê jeito.

Resolvemos inovar tecnologicamente falando. Sempre fomos arrojados na região oeste e já carregávamos esse fardo ou melhor essa alcunha de cibernético há muito tempo (desde os idos de 1991 quando criamos a Banda Repolho precursora da Colonagem Cybernética). “Não basta ser colono, tem que ser cybernético!” – Com esse Slogan moderno começamos a nos relacionar tecnologicamente com as pessoas no nosso dia a dia, com os fãs, musicalmente e conceitualmente falando.

Com essa essência em mente, descobrimos que Florianópolis também se apropriava dessa mesma essência através do Juliano Malinverni e a sua equipe de profissionais da Carbono 12.

Descobrimos que eles tinham uma nova ferramenta tecnológica que capta imagens digitais. Uau! é isso mesmo que você ouviu. Essa máquina (do tempo), captura em tempo real a imagem, digitalizando o que vê através do seu olhar biônico analógico (sem zoom digital) numa extensão conhecida tecnicamente como “.mpeg-4”. Essas imagens quando decupadas, se transformam em pequenos frames, é aí que a magia acontece. Porque esses pequenos frames em seqüência (com trema) geram imagens em movimento. Com os frames separados, Juliano conseguiu aplicar toda sua feitiçaria aprendida da ilha da magia, ainda nos tempos do Franklin Cascaes, acelerando as imagens, acrescentando ou eliminando cores e trazendo essa essência digital final. Lembrando que se o oeste se caracteriza pelos extraterrestres, veja o caso mais famoso da abdução do Tasca (http://www.ufo.com.br/artigos/abduzido-por-ets-de-agali), a ilha se caracteriza através da bruxaria. Se estivéssemos no período medieval, Malinverni, com certeza seria queimado na fogueira.

Mas não estamos. O século é outro e apesar de encontrarmos seres medievais em diversos cargos políticos, públicos ou privados, vivemos o século 21. O século da tecnologia, das plataformas móveis, da máquina de refrigerantes, do coçador de costas, da enxada com mp3player (em breve com acesso ao Netflix).

Com isso tudo em mente fica fácil perceber que a idéia da capa animada, teria que ser tecnológica. Uma obrigação tecnológica que nos proporcionamos. Pretendo em breve publicar aqui o making of, para que vocês realmente fiquem a par dos processos que tentarei explicar detalhadamente abaixo.

Escolhemos um lugar em Florianópolis. Um lugar misterioso entre um mangue e um Shoping Center construído de maneira ilegal matando parte da fauna e flora. O ambiente n(s)oturno ajudou a esconder e camuflar pequenas imperfeições que pudessem surgir aos olhares mais atentos. Determinamos pequenos pontos de capturas desses movimentos. A tal máquina, num plano seqüência de dois minutos e meio sem cortes, tratou de consolidar a imagem. Em movimentos rápidos, Demétrio e Roberto eram capturados e multiplicados digitalmente em tempo real.  Isso mesmo, as várias imagens de Robertos e Demétrios que aparecem no vídeo final, são clones digitais.

Antecipamos a lógica da substituição facial em um mês e nos proporcionamos além de piadas analógicas piadas digitais. Explicado o fato, nos colocamos a disposição para possíveis e eventuais esclarecimentos.

Confira o vídeo aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=0UQEy9Uo2Ic

Saiu aqui:

http://wp.clicrbs.com.br/marcosespindola/2014/01/24/nao-e-musica-nao-e-nada-irmaos-panarotto-lancam-clipes-de-chamando-chuva/?topo=67%2C2%2C18%2C%2C%2C77

E aqui:

http://iaia.tv/post/74416244914/os-irmaos-panarotto-sao-uns-caras-grandes-com

e ali: 

http://wp.clicrbs.com.br/orelhada/2014/01/24/stormental-e-os-panarotto-em-novos-clipes/?topo=84,2,18,,,84